domingo, novembro 24

DEBATE CARNAVALESCO: "FAZER MÚSICAS IMPLICAVA TEMPO MAS ERA UM GRANDE ORGULHO"


Realizou-se no sábado, 23 de novembro, no auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré, o colóquio do Carnaval da Nazaré, onde vários convidados falaram do passado desta importante festa para os nazarenos e do seu futuro, debatendo se esta se deve tornar mais comercial ou manter as suas características. 

O vice-presidente da Câmara, Manuel Sequeira, fez a abertura da iniciativa, “a primeira de várias no género”, que se irão realizar, informou.

António da Graça, o primeiro orador do colóquio, falou da organização do Carnaval até aos nossos dias, incidindo o discurso sobre o “passado rico desta festa” da comunidade piscatória, que viveu, “sempre intensamente”, este período festivo.

A música, uma das imagens de marca do Carnaval da Nazaré, foi o tema da intervenção de Mário João Estrelinha. O músico recordou que, no passado, se faziam “novas músicas todos os dias”, e que os grupos de carnaval eram compostos por muitas pessoas. “Fazer músicas implicava tempo mas era um grande orgulho”, disse.

Já José Maria Trindade vincou a forte “criatividade” da Nazaré, “uma terra recente – no século XVIII não estava cá nada - que construiu uma identidade e tornou-se num ícone nacional”, afirmou, acrescentando, sobre o carnaval, que é uma festa em que “os nazarenos dizem quem são ao resto do mundo”.

“Somos diferentes. Este é o discurso que passa, para o exterior, com a marcha, no desfile e no tema”, explicou.

Por seu turno, José Joaquim Pires, da Associação Comercial e Industrial da Nazaré (ACISN), defendeu uma “melhor organização” dos corsos que se apresentam aos visitantes no domingo e terça-feira de Carnaval, para que o tecido económico possa obter maiores proveitos.

Já o empresário Serafim Silva salientou as “características próprias do carnaval”, afirmando que “a matriz muito própria [do carnaval], não deve ser alterada”, apontando o “ turismo de experiência, em que a atividade económica possa participar ativamente” como um caminho para a possível venda deste período festivo, enquanto produto turístico. CMN
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